Ken Robinson evidencia a importância e a necessidade da mudança de paradigma do ensino/aprendizagem, em função da evolução da vaga de mudança civilizacional. Por outras palavras, acabámos de sair da civilização ou era industrial e, com a internet e todas as novas tecnologias, com o computador como figura central, entrámos na era pós-industrial, muitas vezes designada de era do conhecimento.
Enquanto na era industrial, a educação (ensino/aprendizagem) era paradigmaticamente símbolo de cultura académica e garantia de emprego, isso não se verifica na era pós-industrial, pois o facto de se ter um curso superior não significa que se tenha um emprego.
Hoje em dia um curso superior só por si garante muito pouco. É necessário que o indivíduo, além de ter cultura geral, seja também um especialista em áreas específicas. Para tal a educação tem que preocupar-se em descobrir as tendências de cada aluno e orientar essas tendências no sentido da sua maximização. Se isto não for feito a escola rouba criatividade aos alunos.
Sir Robinson procura pôr isso em evidência, aconselhando os educadores a descobrir a criatividade e a capacidade de inovar das crianças (o seu talento), abandonando a rigidez do ensino orientado para programas limitadores dessa criatividade e capacidade de inovar.
Parece ser de aceitar que a orientação a seguir deve ser o recurso à orientação profissional e simultaneamente um muito maior grau de liberdade de iniciativa por parte do aluno, particularmente quando este põe em destaque a sua capacidade de tomar iniciativas e de inovar. O que impõe uma mudança de paradigma.